Transtorno Bipolar: Causas e Sintomas

Postado por  //  19 de agosto de 2013  //  Beleza  //  Nenhum Comentário

Conhecido como Transtorno Afetivo Bipolar, essa é uma disfunção psiquiátrico muito complexa. O que marca esse distúrbio é a alternância, a qual pode ocorrer de repente, com momentos de tristeza e de euforia, havendo ainda tempos de comportamento assintomático entre os outros dois comportamentos. Essa variação de comportamentos ocorre em variadas intensidades, frequências e tempo, podendo ainda ocorrer em diferentes graus de intensidade.

Transtorno Bipolar: Causas e Sintomas

Transtorno Bipolar: Causas e Sintomas

As mudanças constantes de humor atingem negativamente os pacientes, e o modo como reagem aos acontecimentos não acontece de maneira igual para situações parecidas, podendo também ocorrer mudanças de humor que independem dos fatos presentes.

Normalmente essa disfunção psiquiátrica manifesta se nos dois gêneros, femininos e masculinos, com idades entre quinze e vinte e cinco anos, mas há casos também de pacientes idosos e crianças.

O Transtorno Afetivo Bipolar pode ser classificado nos tipos a seguir:

• Transtorno Afetivo Bipolar Tipo I:

O paciente demonstra fases de mania, as quais demoram pelo menos sete dias, e, também, períodos de humor depressivo, o qual pode durar catorze dias ou muitos meses. Tanto na fase de mania como na fase deprimida, os sintomas são bem aparentes e apresentam intensas alternâncias de comportamento, as quais costumam interferir em todos os círculos sociais do paciente, como o familiar, o profissional e o social. esse tipo de Transtorno Afetivo Bipolar pode alcançar um quadro grave, exigindo a internação do paciente devido aos riscos de suicídio e da ocorrência de complexidades psiquiátricas.

• Transtorno Afetivo Bipolar Tipo II:

Esse tipo do transtorno se apresenta pela alternância de fases deprimidas e de fases de hipomania, a qual se define por ser o estágio mais superficial da euforia, do otimismo e da excitação, podendo haver comportamento agressivo de vez em quando. Porém essas características não costumam interferir no convívio do paciente com a sociedade.

• Transtorno Afetivo Bipolar não determinado ou misto:

Bipolar

Bipolar

Nesse caso as atitudes indicam o diagnóstico de transtorno bipolar, não bastam em quantidade nem em tempo de demonstração para diagnosticar a doença como sendo o tipo um ou o tipo dois.

• Transtorno Afetivo Bipolar ciclotímico:

Esse é o quadro mais sutil da doença. Caracteriza se por alternâncias crônicas do humor, as quais podem acontecer no período de um único dia. Os sintomas de uma depressão superficial e de hipomania, comumente, são interpretados como sendo de uma personalidade irresponsável ou instável.

Quais são as causas da doença?

Não se sabe ao certo quais são as motivações do Transtorno Afetivo Bipolar. Porém, sabe se que existem determinantes genéticas, diferenças em algumas partes do cérebro e nas intensidades de variados neurotransmissores como algumas das similaridades encontradas nos pacientes.

Do mesmo modo, provou se também que determinados acontecimentos podem estimular a ocorrência dessas alterações de humor nas pessoas com predisposição genética. Esses acontecimentos, são marcados por fases constantes de depressão ou por sensação de estresse que duram logos períodos, uso de remédios que tiram o apetite e distúrbios como o hipertireoidismo e o hipotireoidismo.

Como é feito o diagnóstico?

Imagem de Amostra do You Tube

A diagnose do transtorno bipolar acontece com base na descrição de relatos e histórias sintomáticas relatadas pelo próprio paciente ou, também, por familiares e pessoas próximas. Normalmente, o diagnóstico da doença demora mais de dez anos para ser completado. Isso porque os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças psiquiátricas, como por exemplo a síndrome do pânico e a esquizofrenia. Devido a esse fato, está a importância de se estabelecer uma diagnose anterior a qualquer tratamento imediato.

Quais são os sintomas?

Mania: Sensação de euforia forte, pelo destaque da demonstração de boa auto estima e de ótima autoconfiança, sensação de precisar dormir pouco, dificuldade de ficar parado, perda de controle ao tentar organizar os pensamentos, perda de concentração, necessidade de falar muito, aumento do desejo sexual, sensação de irritação e impaciência em constante crescimento, atitudes agressivas e mania de grandeza. Nessa etapa da doença o paciente costuma ter comportamentos que podem causar problemas a si mesmo e às pessoas ao redor, como por exemplo a perda de emprego, gastos financeiros fora do controle, apetite sexual intensificado e, nos casos mais afetados, perturbações das faculdades da mente.

Imagem de Amostra do You Tube

Depressão: Se demonstra pelo humor deprimido, por uma tristeza intensa, pela falta de interesse em atividades que costumavam dar prazer, distanciamento dos círculos sociais, problemas para dormir, falta de apetite, perda significativa do desejo sexual, falta de concentração, falta de disposição, sensação constante de ser inútil e constantes pensamentos suicidas.

Hipomania: Essa etapa possui sinais similares aos da fase de mania, entretanto são muito mais sutis e de conseqüências menos relevantes no cotidiano e nas relações interpessoais do paciente, o qual demonstra ser mais sociável que o de costume. O comum é haver crises curtas e que duram apenas alguns dias. Para efeito de diagnose, é necessário ter a certeza de que o comportamento do paciente não tenha sido induzido pelo manuseio de medicamentos antidepressivos.

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Como é feito o tratamento?

O tratamento do Transtorno Afetivo Bipolar não resulta na cura do paciente, porém há o controle da disfunção. A combinação de medicamentos, com psicoterapia e com mudanças nos hábitos do dia a dia, sendo elas por exemplo o termino do consumo de cafeína, anfetaminas, bebidas alcoólicas e drogas, além da adoção de praticas mais saudáveis e o estimulo de noites de sono regulares sem interrupções.

Conforme o tipo de Transtorno Afetivo Bipolar, ainda, segundo a gravidade e o desenvolvimento da doença, a prescrição de remédios específicos tem se apresentado como colaboradores do paciente a fim de reduzir os quadros agudos e a ocorrência de crises de comportamento. A combinação de lítio e de medicamentos contra a depressão e contra convulsões tem mostrado melhor eficiência para evitar recaídas.

O tratamento pela psicoterapia é também um recurso fundamental para combater a bipolaridade, visto que esse tratamento oferta ao paciente oportunidade de enfrentar as dificuldades conseqüentes das características desse transtorno, colaborando na prevenção de novas crises e, principalmente, estimulando a combinação do tratamento com remédios que, como acontece na maioria das doenças crônicas, precisam durar a vida toda.

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